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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Cadeia de Bentiaba vai ministrar cursos superiores para reclusos


 Luanda – O Estabelecimento Prisional do Bentiaba, localizado na província do Namibe, vai leccionar, em breve, cursos superiores de ciências humanas, agrónomas e sociais, mercê de um acordo firmado recentemente com a Universidade Agostinho Neto (UAN).  
 
O objectivo é ocupar inteligentemente o tempo dos presos e muni-los de conhecimentos técnicos e científicos de maior qualificação, para facilitar a reinserção destes na sociedade, após cumprimento da pena, informou hoje o director-geral do centro, Chinhama Samuel Jamba.
 
Em entrevista à Angop, sobre o estado actual daquela estrutura, explicou que numa primeira fase serão ministrados cursos intrínsecos às faculdades de Ciências, Agronomia e de Letras, beneficiando também moradores das zonas circundantes à cadeia.
 
“Esta parceria surge no quadro do Programa Novo Rumo Novas Oportunidades, que o Executivo está a desenvolver junto dos estabelecimentos prisionais, visando reeducar e formar os reclusos, por forma a facilitar a sua reinserção na sociedade após a pena”, disse.
 
Sublinhou que a formação académica, como actividade social da cadeia, é parte da estratégia da sua direcção, como forma de valorizar o homem e explorar as suas capacidades/potencialidades.
 
Chinhama Samuel Jamba referiu que a materialização do projecto está atrasada, mas que ainda este ano começa a ser implementado.
 
Informou, por outro lado, que o curso superior será ministrado em novas instalações, que serão construídas no âmbito do projecto da ampliação da cadeia.
 
Relativamente ao corpo docente, adiantou que o pacto firmado com a UAN prevê a cedência, por parte desta instituição de ensino, de alguns professores e que outros poderão leccionar no estabelecimento por via de concurso público, a partir do Ministério do Ensino Superior.
 
De acordo com este assessor prisional, actualmente a cadeia ministra cursos médios de ciências jurídicas e biológicas, em nove salas com capacidade para 45 alunos cada. Em 2011 formou os primeiros seis técnicos médios e, em 2012, um novo grupo de dez.
 
Além dos cursos médios, o estabelecimento ministra também aulas de níveis básicos e de alfabetização para condenados e moradores da redondeza, com um corpo decente que inclui reclusos licenciados.

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